
ABPI-TV PRESENTE AO 11° FÓRUM BRASIL – São Paulo – 16 e 17 de junho
2010
Nossa entidade
participou como apoiadora do 11° Fórum Brasil, promovido pela Revista Tela Viva
e, a seguir, apresentamos um resumo de tudo o que foi discutido e é de
interesse dos produtores.
Associados da ABPI-TV tiveram 15% de desconto nas inscrições.
Para ler as matérias completas, basta clicar no link Mais Informações ao lado dos textos.
Fonte das notícias- Tela Viva News- www.telaviva.com.br
16.06.2010- quarta-feira
9:20 - 10:15 abertura
Luis Marques, diretor-geral da SIC (Portugal)
Diretor geral da SIC aposta em aumento de demanda por conteúdo televisivo
"O mundo está a mudar. Será que a televisão está a acabar?" Luis
Marques, diretor geral da emissora portuguesa SIC, abriu o 11º Fórum Brasil -
Mercado Internacional de Televisão, com esse questionamento. Segundo o
executivo, pesquisas mostram que o consumo de TV vem crescendo em todo o mundo,
ao mesmo tempo em que a TV por assinatura aumenta em penetração e novos canais
são lançados. Em 2009, afirmou Marques, foram criados 245 canais na Europa.
"Em 2010 o consumo de televisão deve continuar crescendo", disse. A
aposta da emissora privada portuguesa é na conquista do público segmentado da
TV por assinatura com canais de nicho. Em 2009, o grupo lançou cinco canais
(SIC Notícias, SIC Radical, SIC Mulher, SIC K e SIC Internacional), com os
quais conquistou 20% do market share de publicidade na TV por assinatura. Até o
fim deste ano, outros quatro projetos devem ser anunciados. MAIS INFORMAÇÕES
10:15 - 11:45 Painel: “No ar: o que passa nas telas”
As tendências em programação nos canais abertos e por assinatura. Aquisição vs.
produção original: os custos e os benefícios. A globalização da produção. A
nova fase dos formatos.
Painelistas
Ricardo Scalamandré (Globo)
Hélio Vargas (TV Bandeirantes)
Zico Góes (GNT)
Marcel Vinay (Comarex, México)
Francisco Espinoza (TVN, Chile)
Fragmentação da audiência dificulta o surgimento de novos "hits"
A audiência está segmentada e está mais difícil encontrar
novos programas de sucesso no mundo todo, como foi o "Big Brother",
formato da Endemol que está em 74 países. As dúvidas sobre a possibilidade de
criar novos programas de sucesso global foram apontadas durante o primeiro
debate do Fórum Brasil - Mercado Internacional de Televisão. "Acho difícil
haver um hit mundial", comenta o diretor da área internacional da Globo,
Ricardo Scalamandré. "Estão todos buscando os nichos. No nosso caso, uma
TV aberta, vai ser mais difícil", diz, lembrando que a TV aberta é voltada
para todos os públicos. Scalamandré reforça que ter um bom conteúdo não é o
único fator a ser levado em consideração para o sucesso de um programa. "A
programação é a coisa mais importante nesse mix. Quando ele vai entrar e quem é
o concorrente são fatores importantes", diz. MAIS INFORMAÇÕES
12:00 - 13:30 Painel: “A marca é o conteúdo”
Branded content, advertainment... Uma modalidade de patrocínio que remonta à
época do rádio é a forma pela qual se viabilizam hoje conteúdos para todas as
plataformas. Como tem sido a integração entre agências, produtora e veículos.
Painelistas
Denise Gomes (Bossa Nova Films)
Daniel Conti (Fashion TV)
Alberto Niccoli (Sony Entertainment TV)
Paulo Alcoforado (Ancine)
Apoio das marcas é importante para o desenvolvimento do audiovisual
O diretor da Ancine Paulo Alcoforado participou na manhã
desta quarta-feira, 16, de um painel sobre branded content. Ele defendeu a
perspectiva que a publicidade pode contribuir para o desenvolvimento da obra
audiovisual não-publicitária. “O desenvolvimento econômico do audiovisual passa
pela teoria de que a obra esteja ligada a uma marca e a um universo”, observa.
Denise Gomes, diretora da BossaNovaFilms, apresentou alguns cases da produtora,
inclusive o do longa-metragem “Rio Eu Te Amo”. Alberto Niccoli, vice-presidente
de vendas publicitárias da Sony Pictures Television, também participou do
debate, defendendo os modelos de integração praticados pela programadora.
Daniel Conti, diretor do Fashion TV, canal da Turner, aposta nos formatos de
branded content e acredita o veículo tem um papel importante para encontrar
soluções neste cenário. MAIS INFORMAÇÕES
14:30 - 16:00 Encontro das TVs de Língua Portuguesa
As oportunidades de coprodução e distribuição nos países lusófonos. O que
buscam os canais públicos e privados.
Painelistas
Marilena Chiarelli (TV Brasil)
Alejandra Moreno (Globo)
João Pedro Nava (SIC, Portugal)
Suzana Mata (TPA, Angola)
TV Pública Angolana e TV Brasil querem coprodução entre países lusófonos
Para Suzana Mata, diretora da TV Pública Angolana (TPA), há potencial para
cooperação entre televisões de países de língua portuguesa. "É preciso
mobilizar recursos para a coprodução entre os países", disse em encontro
de TVs de língua portuguesa que acontece durante o 11º Forum Brasil – Mercado
Internacional de Televisão. Ela cita como exemplo positivo o DocTV CPLP, o
programa de coprodução entre emissoras públicas e produtores independentes da
Comunidade de Países de Língua Portuguesa. "A TPA vai continuar
apoiando", disse. Marilena Chiarelli, da TV Brasil, também cobrou no
debate a criação de "novos parâmetros" para coprodução. Além disso,
afirmou que o canal público vem negociando com as TVs públicas da CPLP uma
troca de conteúdos. MAIS INFORMAÇÕES
16:30 - 18:00 Pitching Synapse - Fórum Brasil
Júri João Worcman (Synapse)
Wagner LaBella (TV Cultura)
Érico da Silveira (TV Escola)
Rogério Brandão (TV Brasil)
Panorâmica vence pitching da Synapse
Com o documentário “As Batidas do Samba” a Panorâmica, produtora associada
à ABPITV e ao BTVP, venceu o pitching promovido pela distribuidora Synapse no 11°
Fórum Brasil – Mercado Internacional de Televisão. O projeto foi escolhido pelo
júri formado por Júlio Worcman e João Worcman (Synapse), Wagner La Bella (TV Cultura), Rogério
Brandão (TV Brasil) e Erico da Silveira (TV Escola). O prêmio é um aporte
financeiro de R$ 50 mil para a finalização. MAIS INFORMAÇÕES
16:30 - 18:00
Painel: “Conta dividida”
Como compor com as diferentes fontes de financiamento e fomento disponíveis
hoje no Brasil. O que já foi feito e que falta fazer para expandir a produção.
Como as emissoras podem usar os recursos incentivados.
Painelistas
Luciane Gorgulho (BNDES)
Mario Diamante (Ancine)
Sergio Sá Leitão (RioFilme)
Moderador
Marco Altberg (ABPI-TV)
Ancine começa a regular relação entre produtores e canais em projetos
incentivados
Em um debate sobre financiamento público no 11º Fórum Brasil – Mercado
Internacional de Televisão foi levantada questão sobre os direitos patrimoniais
de obras para televisão produzidas por produtoras independentes em conjunto com
programadores internacionais. O diretor da Ancine Mário Diamante lembrou a
recente publicação de uma deliberação da diretoria colegiada da agência
reguladora, que estabelece limitações e critérios à transferência de direitos
patrimoniais e de direitos de exploração de obras produzidas com recursos
incentivados por meio da Lei do Audiovisual e da MP que criou a Ancine. Segundo
Sérgio Sá Leitão, diretor da RioFilme, a empresa da cidade do Rio de Janeiro
recebeu propostas de investimento em 15 projetos para televisão em 2009.
Segundo ele, não se trata apenas do retorno para o investidor, mas para o
próprio produtor. A responsável pelo departamento de economia da cultura
do BNDES, Luciane Gorgulho, também apontou a dificuldade em investir em
projetos para televisão. Segundo ela, poucas empresas buscaram o financiamento
oferecido pelo banco de desenvolvimento, apesar das diversas facilidades
criadas nos sistemas de garantias e risco. MAIS INFORMAÇÕES
17.06.2010 quinta-feira
9:30 - 10:30 Painel “Quero ser grande”
A produção infantojuvenil vem sendo uma marca brasileira nos mercados
internacionais. Produções nacionais de animação e live action vêm ganhando
espaço nas grades brasileiras e no exterior. Quais as perspectivas e os
principais desafios para a expansão deste gênero.
Painelistas
Thiago Melo (Mixer)
Kiko Mistrorigo (ABPI-TV / TV Pinguim)
Marta Machado (ABCA / Otto Desenhos)
Marcelo Amiky (TV Cultura)
Jimmy Leroy (Nickelodeon)
Apoio da TV aberta é desafio para a produção infantojuvenil
Em debate sobre produção infantil promovido no 11° Forum Brasil , Kiko
Mistrorigo, diretor da ABPI-TV e da
TV Pingüim, produtora da série de animação “Peixonauta”, que vai ao ar pelo
Discovery Kids, apontou o apoio da TV aberta como um desafio para os produtores
que desenvolvem conteúdo para o público infantojuvenil. "A produção
infantil ainda não é um negócio para a TV aberta, ainda faltam alguns
elementos. A relação de custo de produção por custo de veiculação ainda não é
interessante", observa.
Marcelo Amiky, diretor de produção da TV Cultura, também afirmou que embora o
canal seja reconhecido pela qualidade de programação infantil, a produção hoje
em dia é pequena. Tiago Melo, diretor executivo da Mixer, afirma que a
demanda por este tipo de produção vem crescendo. Hoje, além de "Escola pra
Cachorro", que terá segunda temporada, a produtora trabalha em outra série
de animação e em dois projetos de live action, um para a TV Brasil e outro para
a Band. MAIS INFORMAÇÕES
11:00 - 12:30 Painel: “Here, there and everywhere”
O conteúdo saiu da tela da TV e hoje está na web, celulares, elevadores e onde
mais houver uma tela. Que implicações isso traz no desenvolvimento de um
projeto.
Quem banca os custos da produção multiplataforma.
Apresentação “Transmedia storytelling”
Marcelo Gluz (Globosat)
Painelistas
Luiz Gleiser (TV
Globo)
Aleksander Farias (BeActive, Portugal)
Ernesto Ramirez (Evolution, Mexico)
Pedro Rolla (Terra)
Iniciativas de convergência devem colocar o usuário no centro
Se levar conteúdo a diversas plataformas já é uma atitude entendida como
necessidade e praticada por todos os grupos de mídia, as iniciativas bem
sucedidas serão aquelas que colocarem o usuário no centro. "O usuário está
no centro porque ele é quem cria intimidade. Pensar no usuário garante retorno
em audiência e publicidade", observa Pedro Rolla, diretor de mídia do
Terra para a América Latina. "A gente sabe que a TV aberta está
mudando. Temos considerado como atingir o usuário em toda parte", explica
Luiz Gleiser, diretor de núcleo da TV Globo. Ele mostrou exemplos de como a
emissora tem feito isso na Internet. Nesta tentativa de chegar ao usuário, a
distribuidora mexicana Comarex também prepara o lançamento de um portal com
conteúdo da TV Azteca para mexicanos que não vivem no país. A
convergência de mídias também gera oportunidades para a produção independente.
A BeActive produziu "Castigo Final", projeto transmídia para o canal
O i, que tinha como produto principal a televisão. O formato já despertou o
interesse de dois países. MAIS INFORMAÇÕES
14:30 - 15:00 Apresentação SAv /MinC
O novo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura apresenta suas
propostas de trabalho e fala da visão do MinC sobre a convergência de
plataformas e os desafios
da produção cultural no ambiente digital.
Palestrante Newton Cannito (Secretário do Audiovisual, Ministério da Cultura)
Secretário do audiovisual promete fundo de inovação e desenvolvimento
No próximo dia 30 deve ser lançado o Fundo de Inovação Audiovisual. A
informação é do novo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Newton
Cannito, que participou do 11º Fórum Brasil. Segundo ele, o edital deve adotar
um "conceito amplo" de inovação, englobando pesquisa em áreas que não
são atendidas pelas políticas atuais do MinC, como desenvolvimento de formatos
ou de novos modelos de negócios, por exemplo. Cannito prometeu ainda outro
edital para desenvolvimento de projetos, mas que vai além do desenvolvimento de
roteiros. A ideia, explicou a este noticiário, é fomentar diferentes etapas do
desenvolvimento de projetos, como a escolha ou formação de atores, testes de
linguagem de direção ou fotografia. MAIS INFORMAÇÕES
15:00 - 16:00 Encontro das TVs de Língua Portuguesa
Projetos de cooperação entre os territórios. O que há em andamento e o que está
por vir. Panorama da televisão nos países da África.
Painelistas
Luis Simão (TVM)
Mateus Ferreira (TVS, São Tomé e Príncipe)
João Francisco Pinto (TDM, Macau)
TVS deve fechar acordo com a EBC
A TVS, canal de São Tomé e Príncipe, está prestes a fechar contrato de
intercâmbio de conteúdo com a EBC, segundo Mateus Ferreira, representante do
canal no Encontro de TVs de Língua Portuguesa, parte da programação do 11°
Fórum Brasil. "Queremos fazer acordos que possam internacionalizar os conteúdos",
explica Ferreira. Ele elogiou o programa DocTV CPLP, que propõe a produção de
documentários nos países de língua portuguesa para exibição nos canais
públicos. A TVS tem oito horas de programação diárias, com três programas
informativos, além de atrações culturais, infantis e esportivas. Segundo
Ferreira, um dos desafios do canal é a aquisição de meios e a
digitalização. MA IS INFORMAÇÕES
16:30 - 18:00 Pitching History Channel - Fórum Brasil History Channel
Júri Krishna Mahon (History Channel)
Adrien Muselet (RioFilme)
Marcelo Amiky (TV Cultura)
Roberto Martha (Viacom)
Ideia Forte vence pitching do History Channel
O projeto "Solana Star", da produtora Ideia Forte, foi o vencedor
do pitching History Channel/Fórum Brasil, que aconteceu nesta quinta, 17,
durante o 11º Fórum Brasil. A produtora receberá um prêmio de desenvolvimento
de projeto de US$ 20 mil. Participaram do júri Krishna Mahon, do History
Channel/Biography/A&E, Marcelo Amiky, da TV Cultura, Roberto Martha, da
Viacom e Adrien Muselet, da RioFilme. MAIS INFORMAÇÕES
9:30 - 10:30
Inside Discovery com Conspiração Neste workshop inédito no mundo a Discovery
Networks apresenta, juntamente com suas produtoras parceiras, o processo
de aprovação e execução de um projeto de coprodução que foi ao ar pelos canais
da rede, debatendo e exemplificando detalhadamente cada fase da produção
Painelistas
Michela Giorelli
(vice-presidente de produção e desenvolvimento, Discovery Networks Latin
America/US Hispanic)
Carla Ponte (supervisora de produção para a América Latina,
Discovery Networks)
Marcela Sanchez (gerente de produção, Discovery Networks)
Luis Antonio Silveira (produtor executivo, Conspiração)
João Hombeeck (roteirista, Conspiração)
11:00 - 12:00
Inside Discovery com Mixer
Painelistas
Michela Giorelli
(vice-presidente de produção e
desenvolvimento, Discovery Networks Latin America/US Hispanic)
Carla Ponte (supervisora de produção para a América Latina,
Discovery Networks)
Marcela Sanchez (gerente de produção, Discovery Networks)
Rodrigo Astiz (diretor, Mixer)
Paula Knudsen (roteirista, Mixer)
Discovery pede a parceiros de coproduções que façam pesquisas
Produtoras interessadas em trabalhar com o Discovery precisam fazer
pesquisas extensas. Essa foi uma das dicas para coprodução com a programadora,
apresentada durante o workshop "Inside Discovery", que aconteceu
nesta quinta-feira, 17, durante o Fórum Brasil. Durante o workshop, a Discovery
e as produtoras Conspiração e Mixer, com quem já houve parcerias, contaram como
foram as experiências e o passo-a-passo para coproduzir para os canais do
grupo. Segundo a head of production da Discovery América Latina, Michela
Giorelli, o time da Discovery está totalmente envolvido na produção para
garantir que o investimento seja compensado. "A produção local precisa ter
relevância e audiência, ou não se justifica", diz. Do ponto de vista dos
produtores, Luis Antônio Silveira, da Conspiração, lembrou que não é um
processo fácil, mas muito profissional e cheio de desafios. "Nesse tipo de
produção não existe 'o meu filme'. Trata-se de um produto que tem objetivo e
estratégia", lembra. MAIS INFORMAÇÕES
12:00 - 12:30
Apresentação Film Commissions
Uma apresentação sobre o trabalho das film commissions nacionais,
como atuam e o que podem fazer para ajudar quem quer produzir ou
coproduzir no Brasil
Palestrantes
Eder Mazini (São Paulo City Film Commission)
Steve Solot (Rio Film Commission)
Rio Film Commission lança linha de R$ 1 milhão em julho
Conforme adiantou este
noticiário, a Rio Film Commission, uma organização da cidade e do Estado do Rio
de Janeiro, lança no final do mês de julho um incentivo para atrair produções
audiovisuais. Será oferecido R$ 1 milhão a quatro produtoras cariocas - R$ 250
mil cada - que representem projetos de longa-metragem de ficção ou
documentário, estrangeiros ou de outros estados brasileiros, a serem realizados
no Rio de Janeiro. Para ser qualificado para o recurso, o projeto precisa ter a
maioria do orçamento e do conteúdo realizado no Estado do Rio de Janeiro. O dinheiro
será desembolsado para o produtor local. "Sem incentivos fiscais, não se
entra na briga por grandes projetos do exterior", diz Steve Solot,
presidente da Rio Film Commission, que participou do Fórum Brasil. MAIS INFORMAÇÕES